Área de perícia
Perícia em acidentes com produtos: defeito, uso e segurança
Quando um produto falha durante o uso, duas versões costumam se opor: defeito do produto ou uso inadequado. A perícia examina o produto e o contexto da falha — projeto, materiais, dispositivos de segurança, instruções e advertências do fabricante, condições de uso — para identificar a causa técnica.
Se Rafael Beck já foi nomeado perito do juízo no seu processo, a comunicação com ele é feita nos autos.
Por Rafael Beck · CREA-SC 071766-3 · Atualizado em

A formação em engenharia mecânica e em engenharia de materiais permite examinar o projeto, os materiais e o modo de falha do produto, e confrontá-los com o que o fabricante previu e informou.
O que a perícia analisa
- Projeto, materiais e dispositivos de segurança
- Marcas de esforço, fratura, deformação e desgaste
- Manual, instruções e advertências do fabricante
- Uso previsto pelo fabricante e condições de uso
- Necessidade de ensaios laboratoriais complementares
Quando é indicada
- Falha de produto em uso, com causa técnica em discussão
- Discussão técnica entre defeito do produto e condições de uso
- Produto que perde uma função de segurança prevista no projeto
Quem assina
Rafael Beck
Engenheiro mecânico pela UDESC, mestre pela UFSC e doutor em Ciência e Engenharia de Materiais pela UDESC, com especialização em engenharia de segurança do trabalho. Ex-pesquisador da WEG e professor universitário, é perito do juízo cadastrado no TJSC, com nomeações nas comarcas de Joinville, Jaraguá do Sul e Brusque.
- CREA-SC 071766-3
- Engenheiro mecânico (UDESC)
- Mestre (UFSC)
- Doutor em Ciência e Engenharia de Materiais (UDESC)
- Engenheiro de segurança do trabalho
Referências
- Código de Defesa do Consumidor — art. 12, § 1º, II, e § 3º; art. 18
- Normas técnicas (ABNT) aplicáveis ao produto
Referências conferidas em outubro de 2026.
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Se Rafael Beck já foi nomeado perito do juízo no seu processo, a comunicação com ele é feita nos autos.
Como a perícia diferencia defeito do produto de mau uso?
Pelo confronto entre o que o produto deveria suportar — projeto, normas e instruções do fabricante — e as evidências físicas do que ele sofreu: marcas, deformações, fraturas, desgaste, combinadas com as circunstâncias do uso. Às vezes as duas coisas concorrem, e o laudo precisa dizer isso.
O produto precisa estar preservado?
É o ideal. Guardar o produto sem consertar, limpar ou desmontar preserva as evidências. Se ele já não existir, ainda é possível uma análise indireta com fotos, exemplares do mesmo modelo e documentação.
Ensaios de laboratório podem ser necessários?
Em alguns casos, sim — por exemplo, para análise de materiais ou de fratura. Eles são orçados à parte; o acompanhamento técnico faz parte da perícia.